A sustentabilidade industrial deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito de mercado. Hoje, práticas ligadas ao ESG (Environmental, Social and Governance) influenciam contratos, investimentos e a reputação das empresas — e a manutenção industrial tem impacto direto nesse cenário.
No eixo ambiental, máquinas operando fora das condições ideais consomem mais energia do que o necessário. Desalinhamento, desbalanceamento, atrito excessivo e falhas mecânicas elevam o consumo elétrico e aumentam as emissões indiretas de CO₂.
Quando a manutenção atua de forma preventiva e preditiva, esses desperdícios são reduzidos. Equipamentos bem ajustados operam com maior eficiência energética, menor desgaste e vida útil prolongada, contribuindo diretamente para metas ambientais e redução de custos.
No aspecto social, ativos confiáveis diminuem o risco de falhas catastróficas, vazamentos e acidentes. Isso reduz a exposição dos colaboradores a situações emergenciais e cria ambientes de trabalho mais seguros e controlados.
Já na governança, o uso de dados técnicos confiáveis permite rastreabilidade, indicadores auditáveis e histórico de ativos, facilitando tomadas de decisão alinhadas às estratégias corporativas e às exigências regulatórias.
Em resumo, ESG começa na manutenção. Cuidar da saúde das máquinas não é apenas uma ação técnica, mas uma decisão estratégica que conecta eficiência operacional, responsabilidade ambiental e segurança industrial.